"Meu rosto quase não se podia mexer, era arremessado. Meus olhos abriam-se para se tornar a fechar com o impacto das bofetadas. Eu não sabia se devia parar ou se tinha de obedecer... Mas na minha dor tinha resolvido uma coisa. Seria a última surra que eu levaria mesmo que morresse para isso.
Quando ele parou um pouco e me mandou cantar, eu não cantei. Olhei Papai com um
desprezo enorme e falei:
desprezo enorme e falei:-Assassino!...Mate de uma vez. A cadeia está aí para me vingar.
Tomado de fúria, só então ele se ergueu da cadeira de balanço. Desabotoou o cinto. Aquele cinto que tinha duas rodelas de metal e começou a me xingar apoplético. De cachorro, de porcaria, de traste vagabundo, se era assim que falava do seu Pai.
O cinto zunia com uma força danada sobre o meu corpo. Parecia que o cinto tinha mil dedos que me acertavam em qualquer parte do corpo. Eu fui caindo, me encolhendo no cantinho da parede. Estava certo que ele ia me matar mesmo.
Eu não devia ter nascido"
in Meu Pé de Laranja Lima
2 comments:
:'(
Como é que tu és capaz de amar este livro oh pilas?
Es uma vaquinha deprimida.. x)
STILL I CAN'T STOP LOVIN' YOU
Amo-te
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